Tipos de Operações (Eventos)

COMPRA, VENDA e DAYTRADE (C, V e DT)

Video: https://www.youtube.com/watch?v=liKt8plyF_s

Ao efetuar uma operação de compra ou venda, para inserir na planilha é bem simples. O importante é se atentar para saber em qual seção terá de lançar o evento, pois não pode misturar operações normais com operações Day Trade.

Exemplo:

  • ativo = ABCD3

  • date = Data da operação

  • tipoOp (evento) = C ou V (op.normal) | DT (op.daytrade)

  • qtd = 100 (compra) ou -100 (venda) | lembre de colocar o - na qtd nas vendas

  • taxas = valor proporcional de taxas pagas da operação

  • corretora = corretora em que foi realizada a operação

  • irrf = valor retido na fonte (se devidamente descontado no valor líquido da nota ou extrato da corretora)

  • moeda = moeda relativa ao pagamento (ex. BRL, USD, etc.)


IMPORTANTE: No caso de compra e venda com quantidades diferentes do mesmo ativo na mesma corretora no mesmo dia, deverá ser desmembrado uma das operações a fim de sempre terminar a posição zerada em op.daytrade

  • Compra 100 ABCD3 a 15,00

  • Compra 100 ABCD3 a 16,00

  • Venda de -50 ABCD3 a 16,00

Em op.daytrade deverá ficar conforme abaixo. Note que ao final do dia a quantidade final será 0 (zero).

  • ABCD3 | data | DT | 50 | 15,00 | taxas proporcional ao volume da op | corretora | irrf | moeda

  • ABCD3 | data | DT | -50 | 16,00 | taxas proporcional ao volume da op | corretora | irrf | moeda

Em op.normal deverá ficar conforme abaixo. O que sobrou da operação daytrade.

  • ABCD3 | data | C | 50 | 15,00 | taxas proporcional ao volume da op | corretora | irrf | moeda

  • ABCD3 | data | C | 100 | 16,00 | taxas proporcional ao volume da op | corretora | irrf | moeda

EXERCÍCIO DE DIREITO DE SUBSCRIÇÃO (SUB)

Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=022WSWjjknw


Poucas pessoas sabem, mas o direito de subscrição é uma forma de proventos. Trata-se do pagamento ao investidor a diferença entre o preço de mercado e o preço de subscrição de um ativo. Por exemplo, um Fundo de Investimento Imobiliário que custa R$ 140,00 no mercado e te dá o direito de subscrever a R$ 100,00 está de pagando R$ 40,00 na prática.


ATENÇÃO: Nos exemplos abaixo usamos a data de liquidação do direito, quando debita da corretora, para seguir conforme o fluxo de caixa da planilha. Caso o investidor venha negociar o ativo enquanto os direitos não creditaram as novas cotas, o correto é lançar a subscrição quando ocorrer o crédito dos ativos!

Vamos supor que você tenha 100 cotas do FII DLMB11. Esse fundo imobiliário divulga uma subscrição de 10%. Você receberá 10 DLMB12 que representam os direitos de subscrever.

SUBSCRIÇÃO

Aba = Op.normal

Ativo = Ativo em subscrição (DLMB11)

Data = Data de liquidação do direito, quando debita na sua corretora

Evento = SUB

Quantidade = Quantidade de direitos que foram subscritos (10)

Preço = Preço de subscrição conforme fato relevante (100,00)

Taxas = 0,00

Corretora = Na qual foi creditado o direito

Agora vamos supor que você queira comprar esse FII hipotético DLBM11 e viu que o direito de subscrição DLMB12 está custando R$ 10,00. A diferença entre o valor de mercado e o preço de subscrição continua R$ 40,00. Nesse caso vale a pena comprar esse direito de subscrição e exercê-lo. Você pode acrescentar esse custo da compra do direito no preço da subscrição.

SUBSCRIÇÃO COM COMPRA DO DIREITO

Aba = Op.normal

Ativo = Ativo em subscrição (DLMB11)

Data = Data de liquidação do direito, quando debita na sua corretora

Evento = SUB

Quantidade = Quantidade de direitos que foram comprados e subscritos (p.e.: 15)

Preço = Preço de subscrição (100,00) + Preço de compra do direito (10,00)

Taxas = 0,00

Corretora = Na qual foi comprada o direito

OBSERVAÇÃO

Os proventos recebidos das cotas subscritas, por exemplo DLMB12 podem ser lançadas como DLMB11 que é o ativo principal.

Aba = Proventos

Ativo = Pagador dos proventos (DLMB11)

Data = Do pagamento conforme aviso aos cotistas

Evento = Rendimentos

Valor = Valor pago pelo ativo principal se tiver (DLMB11) + Valor pago pelo ativo subscrito (DLMB12)

Corretora = A sua


VENDA DE DIREITOS DE SUBSCRIÇÃO (V.SUB)

Quando compramos algo obrigatoriamente alguém tem que vender. Você pode comprar um direito de subscrição, mas também pode estar do outro lado, isto é, vender o seu direito de subscrição.

Se por algum motivo você recebeu um direito e não quer exercê-lo, em alguns casos é permitido que você o venda.

Nesses casos você precisa preencher a sua planilha conforme a descrição abaixo:

Aba = Op.normal

Ativo = Ativo em subscrição que você vai vender (DLMB12)

Data = Data da venda do direito

Evento = V.SUB

Quantidade = Quantidade de direitos vendidos (10)

Preço = Preço de venda do direito (10,00)

Taxas = x,xx (da sua corretora)

Corretora = Na qual o direito foi vendido


BONIFICAÇÃO EM ATIVOS (BN)

Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=022WSWjjknw


É uma das formas de proventos, que a empresa distribui novas ações para os acionistas. Isso ocorre quando uma empresa aumenta o seu capital social por incorporação de reservas ou lucros. Com isso cada acionista aumenta sua quantidade de ações de acordo com o aumento do capital social. Sempre que esse evento ocorrer haverá fato relevante com os dados da operação.

A bonificação pode aparecer de duas situações no seu extrato. Vejamos como cadastrar esse evento.

BONIFICAÇÃO EM AÇÕES

Lance da “Aba Op.Normal” com a quantidade que você foi bonificado, o preço unitário de cada ação (custo de aquisição) é indicado no fato relevante e na aba proventos para compensar o fluxo de caixa. Quando o evento não descreve o custo de aquisição é “sem valor nominal”, ou seja, a custo R$0,00.

Aba = Op.normal

Ativo = A ser bonificado

Data = Da bonificação conforme fato relevante

Evento = BN

Quantidade = Bonificada conforme fato relevante (por exemplo 100)

Preço/ajuste = Preço unitário conforme fato relevante (por exemplo 4,20)

Taxa = 0,00

Corretora = A sua

Aba = Proventos

Ativo = A ser bonificado

Data = Da bonificação conforme fato relevante

Evento = BN

Valor = 4,20 x 100

Corretora = A sua

VENDA DE SOBRA/FRAÇÃO DA BONIFICAÇÃO

Esse caso é quando você passa pela bonificação, mas não tem ações suficientes para bonificar na proporção de no mínimo 1 (uma) ação. Então a sua fração da ação é vendida no mercado (chamado de leilão de sobras/frações) e você recebe esse dinheiro na corretora, devendo ser lançada na aba “Proventos”.

Aba = Proventos

Ativo = A ser bonificado

Data = Do leilão das sobras/frações conforme fato relevante

Evento = BN

Valor = Preço de venda no leilão das sobras/frações X a sua fração

Corretora = A sua

Cada caso é diferente um do outro. Veja qual é o seu para lançar corretamente. Acompanhe nosso instagram.com/dlombelloplanilhas para demonstrações de eventos específicos.


OFERTA PUBLICA INICIAL (IPO)

Apenas faça o lançamento como uma compra normal através do evento (IPO). Quantidade e valor que entrou no IPO.

Aba = Op.normal

Ativo = Que teve oferta inicial

Data = Data da estreia

Evento = IPO

Quantidade = A que consegui comprar

Preço = Fixado na oferta

Taxas = 0,00

Corretora = Corretora que fez a compra inicial

DESDOBRAMENTO E AGRUPAMENTO - SPLIT E INPLIT (S/I)

Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=022WSWjjknw


Split e Inplit são desdobramento e agrupamento, respectivamente.

O Split é quando uma empresa tem sua quantidade de ações multiplicadas 2, 3 ...

Isso cria mais liquidez no papel e não mexe no capital da empresa, apenas na quantidade de ações da mesma e em sua custódia.

Na prática, com um split/desdobramento você aumenta o seu número de ações (com proporcional redução de preço), por exemplo WEGE3 de 1 para 2:

https://www.instagram.com/p/COOs2zjMMDx/?utm_medium=share_sheet

O Inplit/agrupamento é quando um ativo junta uma determinada quantidade de papéis em uma só. Transformando 5 em 1, 3 em 1, 2 em 1, etc.

Esse evento reduz a quantidade de ações (com proporcional aumento do preço), por exemplo FLMA11 de 50 para 1:

https://www.instagram.com/p/CPmKOeIML3o/?utm_medium=share_sheet

Para inserir cada um desses eventos na sua planilha veja abaixo:

SPLIT

No fato relevante teremos o fator de desdobramento e você irá corrigir o PM e quantidade como o exemplo abaixo:

Aba = Op.normal

Ativo = Ticker que foi desdobrado (por exemplo WEGE3, de 1 para 2)

Data = Conforme fato relevante

Evento = S/I

Quantidade: Dependerá do fator do desdobramento. Se você tem 1 ação e passará a ter 2, então você vai colocar 1 para somar com a que você já tem.

Preço: 0,00 (com isso o seu preço médio vai cair na mesma proporção que a quantidade aumentou)

Taxas: 0,00

Corretora: A sua

INPLIT

Da mesma forma que no Split, vamos consultar o fato relevante para saber o fator do agrupamento. Com ele você irá corrigir o PM e quantidade como no esquema abaixo

Aba = Op.normal

Ativo = Ticker que foi agrupado (por exemplo FLMA11, de 50 para 1)

Data = Conforme fato relevante

Evento = S/I

Quantidade = Dependerá do fator do agrupamento. Se a cada 50 que você tinha vai passar a ter 1 então irá diminuir 49 (-49) para ficar 1.

Preço = 0,00 (o preço vai aumentar na mesma proporção que sua quantidade reduziu)

Taxas = 0,00

Corretora =: Corretora em que houve o agrupamento

Mas e seu eu tinha 60 cotas de FLMA11? O que acontece com essas 10 que não “viraram” uma cota inteira (virou 0,2 cota)?

Nesse caso pode haver o que chamamos de “Leilão de Frações”, já que o investidor não completa a quantidade necessária para fechar uma unidade do ativo e essas frações vão a leilão.

O investidor recebe o dinheiro correspondente ao valor da fração. É divulgado o valor do leilão das frações e basta multiplicá-lo pela sua fração que você vai saber quanto recebeu na sua conta. Em caso de dúvida pesquise aqui sobre leilão de frações que encontrará o modo de lançar, caso necessite.

Aba = Op.normal

Ativo = Ticker que foi agrupado (por exemplo FLMA11, de 50 para 1)

Data = Conforme fato relevante de leilão das sobras/frações

Evento = V

Quantidade = É a sua fração que sobrou do agrupamento

Preço = Conforme fato relevante de leilão das sobras/frações

Taxas = 0,00

Corretora = Corretora em que houve o agrupamento


ALTERAÇÃO DE TICKER (AT)

Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=022WSWjjknw


A alteração de ticker é quando uma empresa muda o código de negociação na bolsa.

Dessa forma ela passar a ser negociada com outro nome e/ou ticker. Há dois passos a serem feitos para alterar o ticker:

BAIXA DO TICKER

Aba = Op.normal

Ativo = Ticker antigo

Data = Conforme Fato Relevante

Evento = AT

Quantidade = Quantidade total de ações que você possui e lançadas na planilha (negativo)

Preço = Seu preço médio na ação

Taxas = 0,00

Corretora = Corretora antiga

ENTRADA DO NOVO TICKER

Aba = Op.normal

Ativo = Ticker novo

Data = Igual a data anterior

Evento = AT

Quantidade = Quantidade total de ações que você possui e lançadas na planilha (positivo)

Preço: Seu preço médio no ticker antigo

Taxas: 0,00

Corretora: Corretora nova

Lembrando que a alteração de ticker faz perder o histórico contínuo do ticker antigo. Há um fechamento daquele ativo e o começo de um novo.

Dessa forma você encerra a TIR (Taxa interna de retorno), proventos recebidos e evolução contínua do ativo. Você pode ver todo o histórico de ambos selecionando o ticker antigo e novo na aba dashboard para observar melhor a performance com o passar do tempo.


TRANSFERÊNCIA DE CUSTÓDIA (TC)

As transferências de custódia ocorrem quando os ativos quando você decide mudar a corretora em que os seus ativos estão. A mudança na planilha pode ser feita de duas formas.

A primeira é mudar manualmente a corretora em todas as operações dos ativos que foram transferidos. É necessário fazer isso também na aba proventos para manter o histórico. Não pode haver erros nessa troca, pois pode causar problemas na planilha.

A outra forma é executar a operação TC. Parece com o procedimento de alteração de ticker, porém nesse caso a alteração se dá na corretora e o código persiste. O ponto negativo dessa operação é que faz você perder o histórico dos ativos que mudou a custódia. Por outro lado, é mais fácil de executar. Agora cabe a você decidir o que fazer com relação às duas opções!

BAIXA DA CUSTÓDIA

Aba = Op.normal

Ativo = Ativo na corretora antiga

Data = Em que foi feita a operação de transferência de custódia no formato dd/mm/yyyu

Evento = TC

Quantidade = Quantidade do ativo cuja custodia foi transferida (negativo)

Preço = Seu preço médio do ativo

Taxas = 0,00

Corretora = Corretora antiga

ENTRADA DA CUSTÓDIA

Aba = Op.normal

Ativo = Ativo na corretora nova

Data = Em que foi feita a operação de transferência de custódia no formato dd/mm/yyyu

Evento = TC

Quantidade = Quantidade do ações cuja custodia foi transferida (positivo)

Preço = Seu preço médio do ativo

Taxas = 0,00

Corretora = Corretora nova


VENDA DE SOBRAS / FRAÇÕES (V.SOB)

Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=BWlEPWEwIDk


Existem dois tipos de eventos que podem gerar uma fração de ativos. As bonificações e os agrupamentos.

Por exemplo, SULA11 fez uma bonificação de 6,04575212%! Não tem como não gerar uma fração. Vamos lançar esse tipo de evento conforme o esquema abaixo:

Aba = Proventos

Ativo = Ação que bonificou (por exemplo SULA11)

Data = Data da venda das sobras conforme fato relevante

Evento = V.SOB(BN) (que significa venda de sobras de bonificação)

Quantidade = A sua fração, o que sobrou (por exemplo 0,04575212%)

Preço = Preço de venda do leilão das sobras conforme fato relevante

Taxas = 0,00

Corretora = Corretora que recebeu a bonificação

O agrupamento também pode causar gerar fração, mesmo que o fator seja um número inteiro. FLMA11 agrupou de 50 para 1, mas quem tinha 75 cotas ficou com 1,5 cota agrupada. Essa 0,5 cota é vendida e o valor depositado na conta da corretora.

Aba = Op.normal

Ativo = que agrupou (por exemplo FLMA11)

Data = Data da venda das sobras conforme fato relevante

Evento = V.SOB (que significa venda de sobras)

Quantidade = A sua fração, o que sobrou (por exemplo 0,5)

Preço = Preço de venda do leilão das sobras conforme fato relevante

Taxas = 0,00

Corretora = Corretora que ocorreu o agrupamento


AMORTIZAÇÃO (AM)

Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=022WSWjjknw


A amortização é um evento de devolução de dinheiro ao investidor. Pode ocorrer tanto para ações como para FIIs. Nossa abordagem é utilizar esse evento apenas para os FIIs, pois a amortização para ações é um caso mais específico (conforme Lei n. 6.404/76).

Vamos imaginar que você comprou 10 cotas de um FII que tem 2 imóveis e vende um deles.

Vamos imaginar que um FII tem 2 imóveis e vende um deles. Você comprou 10 cotas por 100 reais cada. Você recebe 50 reais de amortização pela venda de um dos imóveis. Você vai abater esses 50 reais do seu preço médio por cota.

Para ajustar seu preço médio conforme o exemplo, veja o processo abaixo:

Aba = Op.normal

Ativo = FII

Data = Data da amortização, conforme fato relevante

Evento = AM

Quantidade = 0

Preço = -Valor amortizado x quantidade de cotas (-50 x 10 = -500)

Taxas = 0,00

Corretora = A sua

Perceba que o valor fica negativo porque ele sai do FII. Esse dinheiro é pago na sua conta na corretora.


BAIXA (BAIXA)

Sempre que o investidor que der baixa no estoque vai ocorrer a alteração da quantidade em relação ao ativo. É usada quando, por exemplo, um FII sofre amortização até a extinção do fundo, para retirar a quantidade do seu estoque. Também é usado em operações a termo quando o termo vira o ativo principal.

Outra utilidade é quando você exerce o direito de uma opção (compra ou vende um ativo usando uma opção) ou é exercido em uma opção (alguém exerce o direito que você lançou).

Nesses casos que um ativo deixa de existir você vai usar essa operação para zerar o estoque do ativo em questão. Para isso basta preencher a planilha como alguns exemplos:

BAIXA DE FII AMORTIZADO

Aba = Op.normal

Ativo = FII Amortizado

Data = Data da amortização

Evento = BAIXA

Quantidade = quantidade de cotas que tinha do FII amortizado

Preço = 0

Taxas = 0,00

Corretora = A sua

BAIXA DE TERMO

Aba = Op.normal

Ativo = Ativo_T (por exemplo PETR4_T)

Data = da quitação do termo

Evento = BAIXA

Quantidade = -100 (por exemplo)

Preço = 0,00

Taxas = 0,00

Corretora = A sua

BAIXA DE OPÇÃO

Aba = Op.normal

Ativo = Opção

Data = Data do exercício

Evento = BAIXA

Quantidade = que exerceu ou foi exercido (no exemplo -100 ou 100, respectivamente)

Preço = 0

Taxas = x,xx (da sua corretora)

Corretora = A sua


RESTITUIÇÃO DE CAPITAL (R.CAP)

A Restituição de Capital é um valor retornado ao acionista após um evento de redução de capital. Esse pagamento é um rendimento isento e não tributável e deve ser abatido do seu preço médio. Por exemplo, ocorreu recentemente com BBSE3.

A lógica é idêntica a amortização que aplicamos aos FIIs. Vejamos como preencher na planilha:

Aba = Op.normal

Ativo = AÇÃO (BBSE3, por exemplo)

Data = Data da restituição, conforme fato relevante (10/01/20, por exemplo)

Evento = R.CAP

Quantidade = 0

Preço = -Valor restituído x quantidade de ações (-1,3522~ x 100 = -135,22)

Taxas = 0,00

Corretora = A sua

CISÃO (CISÃO)

Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=BWlEPWEwIDk


A cisão é quando uma empresa se divide em duas (ou mais), dividindo também o seu capital social.

É necessário diminuir o preço da empresa principal (cindida) o valor correspondente à nova empresa.

O investidor recebe o valor correspondente ao capital social que saiu da empresa cindida. Quando esse evento corporativo ocorre os detalhes são descritos em fato relevante.

Para fins didáticos vamos analisar o caso do PCAR3 x ASAI3. Nesse exemplo vamos considerar que o investidor tinha 100 ações de PCAR3.

A PCAR3 era a controladora da ASAI3. O Grupo Cassino, controlador da PCAR3, resolveu dividir das duas empresas, e passou a controlas as duas. Elas ficaram independentes entre si.

Com a cisão PCAR3 reduziu em 17,7% seu capital social (conforme fato relevante) e esse valor corresponde ao valor de mercado de ASAI3.

No dia 26/02 PCAR3 fechou em R$ 83,00 e esse valor foi usado de referência para a atribuição de preço no pregão do dia 01/03.

Nessa data PCAR3 iniciou 82,3% do que era anteriormente (R$ 68,30) e ASAI3 com valor equivalente a 17,7% (R$ 14,70). A proporção de ações foi de 1 para 1, logo quem tinha 1 PCAR3 recebeu 1 ASAI3.


Veja como fica na sua planilha esse evento:

Aba = Op.normal

Ativo = Empresarial cindida (PCAR3)

Data = Data da cisão (conforme fato relevante)

Evento = Cisão

Quantidade = 0

Preço = Quantidade de ações x -preço da nova empresa (100 x -14,70)

Taxas = 0,00

Corretora = A sua

O capital social da empresa cindida é reduzido. O valor da nova empresa é subtraído (negativo).

Já a nova empresa passa a existir e registramos como se fosse uma compra sem taxas.


Para saber quantas ações você terá com relação a nova empresa formada é necessário ver o fato relevante. Lá você vai saber qual é o fator de proporção do recebimento das novas ações. No nosso exemplo foi de 1 para 1. O modo de lançar a nova empresa segue abaixo:

Aba = Op.normal

Ativo = Nova empresa (ASAI3)

Data = Data da cisão (conforme fato relevante)

Evento = C

Quantidade = 100 (conforme fator de cisão, nesse caso de 1 para 1)

Preço = Valor unitário da redução da empresa principal (nesse exemplo 17,7% = 14,70)

Taxas = 0,00

Corretora = A sua

Nesse caso não tem fração. Mas se o fator não fosse um número inteiro lançaríamos o número inteiro das ações recebidas. A fração seria vendida em leilão e paga na sua corretora. Veja o tópico venda de sobras / frações para mais detalhes.

EXERCÍCIO DE OPÇÃO (EX.OPC)

Opções são um tipo de investimento que garantem ao seu titular o direito de comprar ou vender um ativo em uma data futura por um preço pré-determinado.

As opções de compra são chamadas de CALL. As opções de venda são as PUT. Quem compra uma opção se torna titular da opção e quem vende é o lançador.

O comprador (titular) de uma opção terá a direito de comprar (CALL) um determinado ativo objeto (AÇÃO) em seu vencimento a um preço previamente estabelecido (STRIKE).

O comprador (titular) de uma opção terá a direito vender (PUT) um determinado ativo objeto (AÇÃO) em seu vencimento a um preço previamente estabelecido (STRIKE).

Já o vendedor (lançador) de uma opção de compra (CALL) dá o direito de compra a quem comprou (titular), e se ele quiser exercer esse direito, terá a obrigação de vender o ativo objeto (AÇÂO). Essa operação será feita por um preço específico acordado (strike).

O vendedor (lançador) de uma opção de venda (PUT) dá o direito ao titular de vender, e se ele quiser exercer esse direito, terá a obrigação de comprar o ativo objeto (AÇÃO). Essa operação será feita por um preço específico acordado (strike).

O cadastro, na planilha, da compra ou venda de uma opção é idêntica ao de um outro ativo e segue o esquema abaixo. Veja o exemplo de venda (lançamento) de call de PETR4:

Aba = Op.normal

Ativo = Código da opção (PETRA29)

Data = 02/01/2021

Evento = V

Quantidade = -100 (sempre múltiplas de 100 e negativo, já que vendeu e diminuiu em 100 o estoque dessa opção)

Preço = 0,31 (exemplo)

Taxas = 0,00 (dependendo da sua corretora)

Corretora = A sua

Agora vamos supor que a PETR4 que estava R$ 23,12 aumentou para R$ 32,14, acima do strike que é de R$ 29,00. Nesse caso o titular da opção da CALL vai exercer essa opção e você vai ser obrigado a vender para ele. Veja como se dá o registro dessa operação na sua planilha:

Aba = Op.normal

Ativo = Ativo principal (PETR4)

Data = do exercício (18/01/2021, por exemplo)

Evento = EX OPC

Quantidade = -100 (mesma quantidade das opções lançadas)

Preço = 29,00 (strike do nosso exemplo)

Taxas = 0,00 (dependendo da sua corretora)

Corretora = A sua

Após o exercício das opções é necessário normalizar o seu estoque. Nesse caso vamos usar um tipo de operação que foi criado para esse tipo de situação que é o evento “BAIXA” a custo 0,00.

Veja como deve ser lançado na planilha:

Aba = Op.normal

Ativo = código da opção exercida (PETRA29)

Data = do exercício (18/01/2021, por exemplo)

Evento = Baixa

Quantidade = 100 (para ficar 0 no estoque)

Preço = 0,00

Taxas = 0,00

Corretora = A sua


OPERAÇÃO A TERMO (TERMO)

A Operação a Termo é um acordo de compra ou venda de ações em uma data futura e por um preço já estipulado. Ao final do prazo combinado, que varia entre 16 e 999 dias, o investidor paga as ações e recebe o resultado da variação do preço do ativo.

A operação de compra de um termo consiste em um contrato que fixa o preço de determinada quantidade de ações, para serem liquidadas em uma data futura. Uma das vantagens é a proteção do preço: o comprador, esperando uma alta das ações, pode comprar a termo, fixando antes o preço. Caso se confirme o aumento do preço o investidor embolsa essa diferença. Por outro lado, se a ação cair de preço o investidor vai perder pela queda do preço e pelas taxas pagas.

É uma forma de fazer uma promessa de compra sem ter o dinheiro para essa compra no momento e também serve como alavancagem, para comprar uma ação mesmo sem ter o dinheiro para isso.

Vale ressaltar o risco envolvido nesse processo.

Para a posição de termo você usa o código seguido de "_T". Veja:

Aba = Op.normal

Ativo = Ativo_T (por exemplo PETR4_T)

Data = da compra do termo

Evento = TERMO

Quantidade = 100 (por exemplo)

Preço = 0,00

Taxas = x,xx (da B3 e da corretora)

Corretora = A sua

Quando for de fato quitar o termo e ela passa a compor seu estoque a vista é preciso dar a baixa na operação a termo. Para isso cadastre duas operações. A primeira é a entrada no estoque:

Aba = Op.normal

Ativo = Ativo principal (sem “_T”)

Data = da quitação do termo

Evento = C

Quantidade = 100 (por exemplo)

Preço = 30,00 (sendo 25,00 da ação e 5,00 das taxas pagas até o vencimento)

Taxas = x,xx (da B3 e da corretora)

Corretora = A sua

A segunda é a baixa do termo usando o tipo de operação BAIXA:

Aba = Op.normal

Ativo = Ativo_T (por exemplo PETR4_T)

Data = da quitação do termo

Evento = BAIXA

Quantidade = -100 (por exemplo)

Preço = 0,00

Taxas = 0,00

Corretora = A sua


AJUSTE DE POSIÇÃO (AJ.POS)

Os contratos futuros têm ajuste diário na posição do investidor. Ele serve para apurar lucro ou prejuízo e assim, corresponder com a sua nota de corretagem e sua posição.

Não recomendamos usar o ajuste diário quando carregar posição de um mês para o outro, pois o lucro fica apurado no mês anterior, porém, o mesmo deve ser apurado apenas no encerramento da posição.

Mas aqui nos esforçamos para atender a demanda de nossos apoiadores. Se você entender que deve usar esse ajuste, o lançamento é feito como no exemplo abaixo:

Aba = Op.normal

Ativo = Contrato futuro negociado

Data = Data do evento

Evento = AJ.POS

Quantidade = Igual ao da posição

Preço = Valor do contrato no fechamento de ajuste (Conforme nota de corretagem)

Taxas = 0,00

Corretora = Corretora de negociação do contrato

Em casos de S&P500 futuro e Café ocorre variação cambial (que são cotados em dólar). O ajuste diário pode ser necessário devido à variação cambial.


ATIVOS ISENTOS (ISENTO)

De acordo com a Lei nº 13.043, de 13 de novembro de 2014, os investidores que comprarem papéis de empresas listadas no Bovespa Mais com valor de mercado de até R$ 700 milhões, faturamento bruto inferior a R$ 500 milhões e venderem os ativos até 31 de dezembro de 2023 têm direito a isenção sobre o lucro. Porém, algumas empresas fazem novas emissões e acabam se desenquadrando, como foi o caso recente de PRIO3, acarretando na perda desse direito para cotas adquiridas posteriormente a emissão.

O sistema identifica automaticamente esses ativos, mas se por algum motivo você identificar alguma operação que o lucro não esteja de acordo, você poderá usar o tipo de operação / evento ISENTO naquela linha, e forçar o sistema a entender aquele lucro como isento, não sendo considerado pelos cálculos de DARF a pagar.

Exemplo:

  • ativo = ABCD3

  • date = Data da operação

  • tipoOp (evento) = ISENTO

  • qtd = -100 (qtd da venda)

  • taxas = valor proporcional de taxas pagas

  • corretora = corretora em que foi realizada a operação

  • irrf = valor retido na fonte (se devidamente descontado no valor líquido da nota ou extrato da corretora)

  • moeda = moeda relativa ao pagamento (ex. BRL, USD, etc.)

ACRÉSCIMO DE TAXAS (TAXA)

Ao efetuar uma operação no sistema, você poderá atribuir o valor de taxas pagas na coluna taxa, e assim inserir o valor de taxas ao seu custo de aquisição. No aluguel de ações e posições de termo você pode pagar essas taxas em outras datas que não a data efetiva da operação.

Para inserir as taxas em seu custo de aquisição basta inserir uma linha de operação conforme abaixo, mantendo assim o histórico de quando as mesmas foram pagas.

Exemplo:

  • ativo = ABCD3

  • data = Data de pagamento da taxa

  • tipoOp (evento) = TAXA

  • qtd = 0

  • preço = 0,00

  • taxas = valor da taxa paga

  • corretora = corretora onde está a custódia dos ativos

  • irrf = 0

  • moeda = moeda relativa ao pagamento (ex. BRL, USD, etc.)

Esse tipo de operação substituí a TAXA BTC / ALUGUEL (TX BTC), que será descontinuada na versão 6.0.

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